“A gente toca para chamar a atenção dos turistas. Mesmo quando não compram nada, eles param para assistir ao show”, diz Gomes.
Entre os amigos que participam das exibições está o japonês Yoshitomo Suzuki, de 28 anos. Há cinco anos, ele veio passar férias no Brasil e se apaixonou pela cultura afro. “Eu me interessei pela sonoridade da música baiana porque não tem nada parecido em nenhum lugar do mundo. Resolvi, na época, fazer aula de percussão e de capoeira”, diz.
turistas que desfilam nos blocos
(Foto: Gilberto Silva/G1)
As crianças são alunas do projeto Escola Fundação Cultura e Dança, do governo do estado. Além de Suzuki e Gomes, Leo Jesus, de 28 anos, também é voluntário da ação e, sempre que pode, participa dos shows em frente à loja de instrumentos.
“Aqui é o ponto histórico mais importante da nossa cidade. Quando os turistas chegam, eles conhecem a arquitetura e vão se acostumando também com a nossa música, que é nosso patrimônio cultural”, afirma Jesus.
Lembranças musicais
Depois que assistem à apresentação, muitos turistas não resistem e acabam comprando os instrumentos. “Primeiro, eles levam os mais compactos para sair nos trios. Muitos estrangeiros, que nunca viram o carnaval baiano, voltam aqui depois dos desfiles para comprar instrumentos maiores como lembrança. Quando não levam grandes, escolhem miniaturas”, diz Gomes.