quinta-feira, 28 de julho de 2011

Lojista faz show de percussão para atrair clientes em Salvador

Suzuki (esq.), Gomes (centro) e Leo Jesus (dir.) tocam em frente a loja de instrumentos musicais (Foto: Gilberto Silv/G1)Suzuki (esq.), Gomes (centro) e Leo Jesus (dir.) tocam em frente a loja de instrumentos musicais (Foto: Gilberto Silva/G1)
Músico percussionista, Herbert Gomes desenvolveu uma estratégia para atrair clientes para a loja de instrumentos musicais da família. Junto com amigos, ele faz apresentações em frente ao estabelecimento.
“A gente toca para chamar a atenção dos turistas. Mesmo quando não compram nada, eles param para assistir ao show”, diz Gomes.
Entre os amigos que participam das exibições está o japonês Yoshitomo Suzuki, de 28 anos. Há cinco anos, ele veio passar férias no Brasil e se apaixonou pela cultura afro. “Eu me interessei pela sonoridade da música baiana porque não tem nada parecido em nenhum lugar do mundo. Resolvi, na época, fazer aula de percussão e de capoeira”, diz.
Gomes mostra o cabuletê, que é procurado por turistas que desfilam nos blocos (Foto: Gilberto Silva/G1)Gomes mostra o cabuletê, que é procurado por
turistas que desfilam nos blocos
(Foto: Gilberto Silva/G1)
Suzuki conta que, desde então, tenta passar pelo menos quatro meses por ano no Brasil. “Eu virei professor de percussão em Tóquio. Quando estou em Salvador, eu dou aula de música para crianças, como voluntário, junto com meus amigos brasileiros”, afirma.
As crianças são alunas do projeto Escola Fundação Cultura e Dança, do governo do estado. Além de Suzuki e Gomes, Leo Jesus, de 28 anos, também é voluntário da ação e, sempre que pode, participa dos shows em frente à loja de instrumentos.
“Aqui é o ponto histórico mais importante da nossa cidade. Quando os turistas chegam, eles conhecem a arquitetura e vão se acostumando também com a nossa música, que é nosso patrimônio cultural”, afirma Jesus.
Lembranças musicais
Depois que assistem à apresentação, muitos turistas não resistem e acabam comprando os instrumentos. “Primeiro, eles levam os mais compactos para sair nos trios. Muitos estrangeiros, que nunca viram o carnaval baiano, voltam aqui depois dos desfiles para comprar instrumentos maiores como lembrança. Quando não levam grandes, escolhem miniaturas”, diz Gomes.

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